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segunda-feira, 2 de maio de 2016

O VICE PREFEITO





O VICE TEM QUE TRABALHAR
  O vice-prefeito é o segundo na hierarquia do Executivo municipal. Caso o prefeito precise se ausentar por motivo de viagem ou licença, ou tenha o mandato cassado, ele assume as funções do titular. Enquanto o prefeito está em exercício o vice deve auxiliar na administração, discutindo e definindo em conjunto as melhorias para o município.


O vice tem de trabalhar!

Estamos no ano das convenções partidárias e isso significa, realmente, a chamada pré-campanha. Paralelamente às expectativas e negociações, multiplicam- se as pesquisas pré-eleitorais, agora com foco no vice. Tão importante quanto o  nome do candidato a prefeito, o candidato a vice tem uma função importantíssima  na composição. Nesse caso, não apenas os elementos partidários que são levados em conta. Há a questão da imagem do candidato. “Ele soma?” ou “Ele agrega?” ou, ainda, “Ele, ao menos, não perde voto?” são as questões relevantes na escolha do vice.

Entretanto, o que se verifica é que a função do vice se desvanece ao longo do mandato. Sua importância é fugaz demais e não raro vê-se diversos candidatos a vice romperem politicamente com o prefeito logo após as eleições. Isso significa que, ao longo do mandato, o vice receberá seus salários, mas não emprestará seu potencial de trabalho à comunidade. Pergunto: está correta essa postura?



Um vice atuante e comunitário



Defendo uma atuação comunitária e atuante dos vices a serem eleitos. Eles o são a partir da vontade do eleitor e recebem salários do dinheiro público destinado para essa finalidade. Por isso, vice eleito deve ser vice trabalhador e, nesse aspecto, o prefeito tem papel fundamental no sentido de proporcionar espaços para a atuação do vice (grifo meu), deixando de lado os ranços políticos. Está na hora de os vices agregarem valor às administrações e assumirem verdadeiramente seu papel de co-administradores do um município. Caso contrário, melhor seria abrir espaço e se licenciarem.

Essa postura política é antiga e coronelista. Como estamos vivendo novos ventos democráticos e como a atuação política municipal está cada vez mais observada e criticada, nada mais salutar do que prefeito e vice-prefeito atuarem em consonância com uma administração pública transparente e voltada para os interesses do povo. O vice não serve apenas para substituir o prefeito nas suas viagens, férias ou afastamentos. O vice tem de ser peça atuante e estratégica na definição das políticas públicas municipais que regerão o município nos quatro anos seguintes. Está na hora de cobrarmos essa postura para o bem de nossa sociedade. Que venham as eleições e que os vices venham prontos e aptos a servir o povo!


 Giovanni Weber Scarascia*
*Presidente do Instituto Brasil e membro credenciado da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP) 

Sou da opinião que o vice é figura de muita importância na administração pública e que ele efetivamente tem que trabalhar

Algumas falas de vice prefeitos brasileiros:



"Em Vila Velha, o vice trabalha. Estou sempre representando o prefeito", completa o vice Marcos Rodrigues (PSDB).

"O comportamento de não comparecer à prefeitura é desrespeitoso com o contribuinte"
TIÃO BARBOSA (PMDB) - VICE-prefeito DE VITÓRIA

"Na medida em que você se elege e é remunerado, você deve ter função e ajudar o prefeito a governar"
MADALENA SANTANA (PSB) - VICE-PREFEITA DA SERRA

"Nossa função é justamente fazer aquilo que, às vezes, o prefeito não dá conta de fazer. Temos que atender à população"
JUNINHO (PPS) - VICE-PREFEITO DE CARIACICA

"A importância do vice é acompanhar o prefeito nas decisões. Em Vila Velha, o prefeito sempre nos ouve"
MARCOS Rodrigues (PSDB) - VICE-PREFEITO DE VILA VELHA.
 

 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

2. O CRISTÃO
Não deve haver dicotomia entre o comportamento pessoal do cristão diante dos poderes constituídos e o comportamento da igreja de Cristo como todo. Isto significa que a orientação da igreja segue a revelação de Deus sobre o assunto, e como tal deve ser obedecido por todos os  membros do corpo de Cristo. Imaginemos uma mão intencionando fazer uma coisa e a outra mão intencionando fazer outra coisa. Ambas não realizariam nada porque não poderiam atuar em projetos diferentes. Ou, se a cabeça ordenasse a mão que se posicionasse numa determinada direção e a mão se dirigisse em outro sentido. Nada se realizaria. Igualmente o corpo de Cristo que é a igreja não poderá se dissociar dos ensinos da Palavra revelada.  Deve haver coerência, metas e objetivos a serem alcançados. Assim, os mesmos princípios aplicados a igreja devem ser aplicados a todos os crentes isoladamente.
A participação do crente na política tem sido muito questionado em nossos dias. O que mais chama à atenção da comunidade cristã no exercício dos cargos eletivos, é que os testemunhos daqueles que tem alcançados os cargos públicos. Tanto na área do legislativo como do executivo, e até mesmos em cargos de confiança dos governos, tanto a nível federal como estadual, tem deixado muito a desejar, pelo menos é o que temos observado entre muitos dos que tem sido eleitos.
Após a abertura democrática no país, verificamos uma crescente ascendência de evangélicos ingressando na carreira política. Ao mesmo tempo temos visto que muitos destes irmãos não conseguiram sua reeleição, em eleições posteriores, pelo simples fato de terem fracassado como políticos. Muitos escandalizaram o evangelho de tal modo que tornaram-se opróbrio no meio do povo de Deus. Decepção e escândalo para o evangelho e para a Igreja de Cristo. Não estavam aptos para exercerem os cargos eletivos à luz da palavra e testemunho do evangelho como sal da terra e luz do mundo. O seu sal tornou-se insosso para a terra e a luz apagou-se no meio das trevas.
O crente pode e deve encarar a carreira política como algo natural, como se fosse uma outra carreira qualquer, dentro da nossa sociedade. Os cargos eletivos e de confiança nos diversos escalões do governo estão tanto para o ímpio como para o cristão. E, a Bíblia em nenhum momento menciona a desaprovação de Deus quanto a fazer acepção de pessoas, para o exercício do poder. Na história do povo hebreu vimos que José foi vendido por seus irmãos. No Egito ele não se corrompeu diante das tentações da mulher do Ministro Potifar e pagou caro pela sua fidelidade ao seu Deus. Foi preso e castigado, mas levantou-se quando o Rei precisou de quem interpretasse o seu sonho. José interpretou o sonho e em seguida foi nomeado Governador, tornando-se uma benção para o Egito e mais tarde para o povo hebreu. (Gen. 41:38-40).
No cativeiro babilônico Daniel preferiu não se alimentar dos manjares do rei. Tornou-se tão belo e forte quanto os demais cativos do reino destinados a serem instruídos nas letras e língua dos caldeus. (Dan. 1:4). Daniel foi ricamente abençoado por Deus no meio de um povo estranho tornando-se príncipe no meio deste povo estranho (Dan. 6:2). Foi condenado a cova dos leões, mas não se prostrou, nem prestou adoração ao rei Dario, antes manteve-se fiel a Deus. Passada a noite Daniel manteve-se vivo pela proteção de Deus que fechou a boca dos leões. Daniel saiu amparado pelo Rei Dario que já havia se arrependido de seu edito. Agora fez um novo decreto publicado e divulgado para cumprimento em todo o domínio do império para que todos os homens temessem e tremessem diante do Deus de Daniel. “...porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões” (Dan. 6:26-27). Deus foi glorificado na vida de seu servo Daniel. O cristão glorifica a Deus e é uma benção para os homens e para as nações quando se mantém fiel ao Senhor.  
Augusto Bello de Souza Filho
Bel em Teologia
    

domingo, 1 de novembro de 2015

VOU PUBLICAR AQUI NO BLOG UM TEXTO MUITO INTERESSANTE QUE LI DO AUGUSTO BELLO DE SOUZA FILHO - BACHAREL EM TEOLOGIA SOBRE
 A IGREJA,O CRISTÃO E  A POLÍTICA. O PRIMEIRO DESTA SÉRIE SERA A IGREJA.
1. A IGREJA

A igreja de Cristo é a agência do Reino de Deus na terra. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos dá o perfil da igreja de Cristo em sua essência quando se referindo a ela afirmou que a igreja é a “...geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (I Pe. 2.9-10). Deus elegeu Israel para ser o seu povo, mas Israel não correspondeu ao amor de Deus. Deus elegeu então a igreja em Cristo Jesus para tornar-se eternamente o seu povo. “Fui buscado dos que não perguntavam por mim; fui achado daqueles que me não buscavam. A um povo que se não chamava do meu nome eu disse. Eis-me aqui” (Isaias 65:1). É glorioso sabermos que somos um povo do qual Deus inspirou escatologicamente ao profeta para expressar que este povo estranho o buscaria de tal modo, que Deus se faria presente. Em Cristo se cumpriu a profecia de Isaias e  Jesus orando por seus discípulos deixou bastante claro quando se expressou dizendo: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci; e estes conheceram que tu me enviaste a mim. E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles e eu neles esteja” (João 17: 24-26).

A igreja é a grande eleita na eleição de Deus. Voltando ao texto de Pedro verificamos que o apóstolo deixou bem claro e definido critérios para serem observados pela igreja de Cristo como geração eleita de Deus. “Sujeitai-vos pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor: quer ao rei, como superior; quer a governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus”. E Pedro conclui dizendo: “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao Rei. (I Pe 2:13-17). A luz deste texto entendemos que é a vontade de Deus que Sua igreja, respeite os poderes constituídos. O testemunho da igreja deve está de tal modo evidenciado, que possamos tapar a boca dos homens ímpios. O sacerdócio real está sobre a igreja e como sacerdotes e profetas de Deus que somos, devemos ser instrumentos de transformação do mundo pelo amor. Devemos colocar as autoridades diante de Deus, conforme o Apóstolo Paulo chamou à atenção de Timóteo, dizendo: “Admoesto-te pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações intercessões, e ações de graças por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador.” (I Tim. 2:1-3). Aí está o grande ensino do Novo Testamento para o comportamento da igreja como povo de Deus. Escrevendo a Tito, o apóstolo Paulo reportou-se ao mesmo assunto, dizendo: “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:1-2). Diante destes textos concluímos que Deus abomina a desobediência às autoridades que por Ele mesmo foram constituídas sobre as nações e Reinos. “...afim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer, e até ao mais baixo dos homens constitue sobre eles” (Dan. 4:17).     
Augusto Bello de Souza Filho
Bacharel em Teologia